Viseu constrói-se em torno de duas variáveis incontornáveis: o seu passado histórico, reflectido pelos monumentos e locais mais emblemáticos da cidade como a Catedral da Sé ou a Cava do Viriato; e a azáfama semanal de qualquer cidade contemporânea, o movimento e a indústria – ainda que a despertar – são quase caóticos e os prédios distribuem-se em silhuetas estandardizadas e repetidas.
No entanto, Viseu, como cidade única, tem ainda mais um ponto a acrescentar: Viseu é a cidade-jardim, mesmo no coração produzido da cidade rasgam árvores imponentes que lhe restituem um carácter único e belo.
É considerando cada um destes pontos que surge o portfolio “raízes constantes”. Raízes pela história que construiu Viseu, existem mãos longas enraizadas no passado cuja flor é a cidade que hoje temos. Raízes pelas árvores que a habitam. Raízes pelas ramificações que sustentam os prédios e a contemporaneidade. Constantes pela estranha certeza de que Viseu nasceu para existir sempre, nem o passado quebrará, nem os prédios ruirão e às árvores o inverno leva apenas as folhas: nunca as raízes.
raízes constantes é um olhar sobre uma cidade entre um crescimento inevitavelmente despersonalizado, mas que encontra a sua identidade na constância da natureza em si e um passado vincadamente presente.
Este projecto foi pensado e construído no âmbito do concurso Viseu Patrimonium'09 promovido pela Fnac de Viseu, Câmara Municipal de viseu e Diocese de Viseu, com elas acabaria por vencer o 1º prémio, uma máquina fotográfica sony no valor de 1000€.
